... como é que se esquece quem se ama?
Sério, não sei fazer isso...
Sintonia Plena
Uma nova parte de mim, em você. Pensamentos soltos, desconexos, intensos.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Água
"A água é submissa, mas tudo conquista. A água extingue o fogo ou, diante de uma provável derrota, escapa como vapor e se refaz. A água carrega a terra macia, ou quando se defronta com rochedos, procura um caminho ao redor. A água corrói o ferro até que ele se desintegra em poeira; satura tanto a atmosfera que leva à morte o vento. A água dá lugar aos obstáculos com aparente humildade, pois nenhuma força pode impedi-la de seguir seu curso traçado para o mar. A água conquista pela submissão; jamais ataca, mas sempre ganha a última batalha."
(Tao Cheng de Nan Yeo, estudioso taoísta do séc. XI, citado por Blofeld em seu The Wheel of Life)
(Tao Cheng de Nan Yeo, estudioso taoísta do séc. XI, citado por Blofeld em seu The Wheel of Life)
Marcadores:
Blofeld,
Cheng,
de,
Filosofia,
importante,
inspiração,
Monge,
musashi,
Nan,
Tao,
Taoísmo,
The Wheel of Life,
Yeo,
Água
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Adeus é como quando a chuva seca percorre os caminhos mudo
(Este é um texto de despedida).
Sinceramente espero que ele não o encontre. Porém, caso encontre, espero que guarde com carinho.
-
Eu te disse, sem você, não sou nem um por cento de mim. Sempre é tão difícil dizer adeus. Ainda mais quando sei você continuará por aí, tão vivo. Mas é preciso. Viveria uma vida inteira ao seu lado. E eu o amo tanto assim, a ponto de deixá-lo, apenas na esperança de saber que você será muito feliz. Bem longe. E quer saber? Não há outra maneira, você será pai e provavelmente, casará. Talvez eu tenha confiado demais no destino. E esperado demais. Agora sua estrada já está definida e o que me resta é conhecer meu caminho. Minha vontade é ficar, mas não faço parte dessa história.
Ontem vi um rapaz segurando sua filha. E me lembrou de você. Foi como se visse a lembrança do seu futuro. Eu sei que você vai ser muito feliz. Eu sei que será.
Nosso tempo passou. Enquanto para você, fui apenas brisa, aqui você devastou o meu universo inteiro. Eu te amo. Sempre te amei e sempre amarei. Vou te levar dentro da alma.
-
Você disse: "Eu lembro tão pouco de você”.
Ah, mas eu lembro tudo sobre você.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
E se....
eu fechasse meus olhos e desejasse com toda sinceridade reviver um dia.... só por alguns minutos..... será? Será que conseguiria?
(...)
(...)
Pela Janela
Observo a noite quente e abafada. O asfalto e suas pressas tornam a vista sufocante. Na cidade não há horizontes para orientar meus sonhos e luzes artificiais escondem as estrelas da via láctea. É tudo calor e cinza. A janela está escancarada, mas não há vento. A única visita é dos pernilongos e mosquitos, que rasgam e sugam minha essência. Não sou ninguém aqui. Nem quero ser. O tempo passa e agora é madrugada. Junto com o tempo, meus pensamentos vão escurecendo. E ouço as dores de minh'alma através dos conselhos do silêncio. É hora de dormir, mas a cama está bagunçada e desconfortável. Nem banhos resolvem o suor da pele. São as nostálgicas madrugadas de verão. Dessas que quase ninguém diz. Na cama busco o frio do lençol, enquanto deixo os pés descobertos. Mudo de posição. Uma. Duas. Três vezes. Então, um maldito mosquito canta em meus ouvidos e preciso levantar para matá-lo. O ódio alimenta minha sede e não o acho. Viro o copo e água gelada descendo pela garganta refresca meu corpo. Volto a deitar. Mudo de localização Uma. Duas. Três vezes. Agora a vontade é de ir ao banheiro. Saco. Aproveito e lavo o rosto. Gosto de sentir a água cair no meu rosto e desejo poder mergulhar nessa pia. Ao deitar, respiro fundo. Deixo a janela e as cortinas abertas. Não há vento e as estrelas estão ofuscadas pela luz artificial da cidade. Mas eu sei que elas estão lá. E sorrio. Deito de costas, toda torta. O lençol perdeu-se entre razões e soluções. É quando então, durmo.
Marcadores:
inquietude,
Nudez,
sensações,
verão
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Eu
Você já passou horas e horas pensando no que está sentindo e ficou sem resposta? Quer dizer, não sem resposta, mas com tantas e tantas possibilidades que simplesmente não sabia mais nem lembrar o que te fez pensar nas coisas que está pensando? É como quando erramos um caminho. Não estávamos prestando atenção. E talvez não estivéssemos mesmo... Eu não sei. Na verdade, ninguém nunca sabe.
Hoje passei horas pensando no que escrever. Quer dizer, não exatamente isso. Não o que, mas como. E eu nunca tive esse problema. Pelo contrário. Só que hoje, bom, hoje é um pouco diferente. E eu não sei o porque. Mentira, é claro que eu sei. Obvio que eu sei. Obvio. Autocrítica. E eu já ia me justificar a você, leitor. Mas não hoje. Não hoje. Hoje não!
Ah, mas a vida... é belíssima. E canalha também. Tenho dentro de mim saudades imensas. E vontades absurdas também. Sabe que eu adoro o absurdo? Gosto das coisas que nos tiram do cotidiano, que nos faz pensar. Eu gosto de tantas coisas....assim como você também deve gostar. Queria saber o que te deixa feliz.
Todos os dias monitoro a Terra e o universo. É fascinante o quanto somos vulneráveis e o como estamos distantes de nossa natureza. A imensidão do que não sabemos e mesmo assim, como sociedade, funcionamos como se soubéssemos. Até mesmo nas pequenezas da rotina. A grande verdade é que estamos todos perdidos e essencialmente, somos todos um. Só que eu também me perco nessa vida desconectada.
Para me organizar cultivo filosofias que aprendi ao longo dessa insignificante existência. Eu acredito no amor. Acredito que o amor é nossa maior virtude e também é a busca constante. Amar a vida, as coisas, as pessoas. E nos amar. Como diria Gary Zukav: "Eventually you will come to understand that love heals everything, and love is all there is." Esse é meu maior mantra. E um dos meus segredos não tão secretos assim.
Eu ainda tenho muito o que amadurecer. Não sou nada. E eu também sei que faço parte dessa existência. E que estarmos juntos no mesmo tempo-espaço é absolutamente incrível. Por isso, tenho vontade de fazer minhas vontades. De falar o que gostaria de falar. De fazer o que realmente quero fazer. O único problema é saber se fizer o que eu quero é, necessariamente, acontecer o que espero/quero. E nunca é né?
Mas as coisas não são apenas sobre nós. Não podemos agir deliberadamente, porque precisamos respeitar o espaço alheio. E pensar nas consequências também. Eu tento evitar isso. E bom, sendo bem sincera, quase nunca faço o que eu quero e etc. Há pouco de mim, dentro de mim. E esse pouco que há, está confuso, como muitos também estão.
Impossível saber do amanhã, mas gosto de pensar que sou dona do meu próprio destino. E que as histórias se conectam por situações imprevisíveis e por probabilidades profundas e instáveis. Gosto de pensar que tudo pode melhorar. Tento cultivar a minha fé e meu amor por tudo que há.
Assinar:
Postagens (Atom)