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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

...

É difícil dizer tudo que gostaria de dizer a você, se pudesse.

E isso é tudo que me permito dizer.

I'm Confessin'

por Lizz Wright


I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
I need you every moment

In your eyes I read such strange things
But your lips deny they're true
Will your answer really change things
Making me blue

I'm afraid someday you'll leave me
Saying can we still be friends
If you go, you know you'll grieve me
All in life, on you depends

Am I guessing that you love me
Dreamin' dreams of you in vain
I'm confessing that I love you
Over and over again

I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
Oh, Honest I do
Oh, I really do

domingo, 29 de agosto de 2010

Era ela

Um lugar onde o céu encontra o infinito. Areias brancas, recheadas de passos cor de borboleta. No cair da tarde o horizonte de paisagens nunca vistas. Terreno de ninguém.

- Quando vi, soube que podia respirar o ar do mundo todo. Senti o tempo parar. Pensei em tudo que já vivi, mas não nunca havia conseguido encontrar. A paz dentro e fora de mim. Por alguns segundos respirei fundo, tentando preencher meus medos pela atmosfera deste lugar. Pisei no chão tão profundamente que parecia espancar o solo com a raíz de minh'alma. Senti o vento me beijar.

Então desistiu, contorcendo-se harmoniosamente. Primeiro o tronco tomou a frente, seus braços e cabeça penduraram. O quadril deslizou para lateral enquanto seus joelhos cediam ao peso. Sentou-se no chão, permitindo que seu tronco tocasse o solo gélido e aquático. Esticou as pernas e respirou.

Agora fazia parte do infinito.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O prazer dilacerador de ser e estar

Os ventos da manhã brindavam um ótimo dia. A temperatura era fria, no ponto ideal. Refrescante. Ouvia-se pela porta da sacada uivos das árvores selvagens. Os pés tocam o aspero, a caminho do chuveiro. Despiu-se em pensamento e permitiu que a água beijasse toda a sua vestimenta. Como louca, ria. Não o era, estava em sintonia. Enquanto as doces gotas percorriam seu corpo, respirava fundo. Lentamente. Uma vez. Duas vezes. Três.

(...)

A madrugava sussurava maravilhosos segredos. A temperatura continuava fria, no ponto etílico. Escutava-se pelas ruas sujas desejos sorrateiros. Os pés caminhavam sustentados pelo tic-tac do salto. Todas as noites, o mesmo lugar. Despiu-se na entrada, dos seus pudores permitindo-se. E como bailarina, dançava. Não era solitária estava plena. Enquanto o salgado suor percorria seu corpo respirava frenéticamente. Em dupla. Uma vez. Duas vezes. Três.