Serão confidenciados para alguém. Pequenos tesouros que num passar de segundo tornar-se-ão, tolices. As lembranças que guardo em mim, farão meu coração contorcer de saudades daqui alguns anos. E como diz na música, aprenderei com meus passos. Tormentos coletivos da vida.
Quantas vezes não desejei congelar o relógio da vida, torná-lo mais lento, paralisá-lo. Olho para os meus e descubro um furto seu. Não sorrio. Ainda. É porque há um pouco de você por aqui. Chegou em uma tarde ordinária, patética e cinza. É meu sol, minha lua e minha brisa. É seu.
Honestamente eu imagino que você saiba. E agora, você também sabe que eu sei. E estamos bem. Gosto da sua maneira de lidar com os meus. Sei que eles chegaram pelos ventos instáveis das chuvas de verão. Cheias de intenções, mas passageiras. Não as culpo. E nem poderia, elas fazem parte da natureza. É porque há um pouco de mim, em você. E tudo bem. Eu sei também que aquilo que você sabe vem dos seus, mais do que dos deles. Somos iguais. Temos um pouco dos outros em nós. Queria que você tivesse os seus respeitados, como os meus são, por você. Eu gosto do jeito que você compartilha os seus. Eu simplesmente gosto de você.
Esses são meus pequenos, um futuro passado.