terça-feira, 8 de abril de 2008

O anjo e a menina

Um anjo parou na janela. Sorria com ternura,
Observa uma garota dançando e cantando contente.
Ela imagina fadas e flores ao seu redor.
Momento sincero e mágico. Não havia pudores em sua mente
tão pouco se achava ridícula. Sentia-se tão leve que poderia flutuar.
O telefone toca.
O anjo, abruptamente extingue seu sorriso e se aproxima da menina
que tristonha fecha a janela, envergonhada. Não havia sinceridade em suas desculpas.
Ela desejava sonhar. Queria outra realidade que não aquela, tão cética
ao desligar o telefone, alguém abria a porta e a menina serena, se altera.
Grita e xinga. Diz tudo que sente ao contrário.
Raivosa e cruel em suas palavras, faz o anjo se afastar, sem escolhas.
Cria-se uma barreira impedindo sua aproximação. Estavam distantes.
Quando a porta se fecha, lentamente ela olha para janela, o mundo lá fora.
Mal sabia que fixava seu olhar no anjo com olhos humidos de lagrimas arrependidas.

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