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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Adeus é como quando a chuva seca percorre os caminhos mudo


(Este é um texto de despedida).
Sinceramente espero que ele não o encontre. Porém, caso encontre, espero que guarde com carinho.

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Eu te disse, sem você, não sou nem um por cento de mim. Sempre é tão difícil dizer adeus. Ainda mais quando sei você continuará por aí, tão vivo. Mas é preciso. Viveria uma vida inteira ao seu lado. E eu o amo tanto assim, a ponto de deixá-lo, apenas na esperança de saber que você será muito feliz. Bem longe. E quer saber? Não há outra maneira, você será pai e provavelmente, casará. Talvez eu tenha confiado demais no destino. E esperado demais. Agora sua estrada já está definida e o que me resta é conhecer meu caminho. Minha vontade é ficar, mas não faço parte dessa história.

Ontem vi um rapaz segurando sua filha. E me lembrou de você. Foi como se visse a lembrança do seu futuro. Eu sei que você vai ser muito feliz. Eu sei que será.

Nosso tempo passou. Enquanto para você, fui apenas brisa, aqui você devastou o meu universo inteiro. Eu te amo. Sempre te amei e sempre amarei. Vou te levar dentro da alma.

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Você disse: "Eu lembro tão pouco de você”.

Ah, mas eu lembro tudo sobre você.


sábado, 30 de julho de 2011

Sobre o tempo

As luzes estão apagadas.
As luzes, estão apagadas.
As luzes estão apagadas.
Apagadas, as luzes estão.
Estão, as luzes apagadas.

Então... me explica, o que acontece agora?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Os dias

Os dias passam e são tão iguais. Distintos do que ontem desejei. E distantes do que sempre sonhei. Meu hoje são dias cheios de compromissos. Minhas vontades foram caladas. Os dias passam, mas os problemas se repetem. Como aquela música em minha playlist. A cada obstáculo uma parte de mim se desfaz. Eu sou migalhas por dentro. Há uma corda para percorrer e não conheço seu fim. Eu o desejo.

Vivo tudo tão medido. Não há tempo para um café, um beijo. Não posso sair tão tarde, nem tão cedo. Esse final de semana está cheio, o outro também. É que eu tenho que, eu tenho que... estar em outro lugar. Obrigada, adoraria em um outro dia. É, deixa para a próxima. Não, não, eu quero ir, mas não posso. Ou talvez consiga, se corresse. Se morresse.

De manhã, não quero acordar. Não quero tomar banho, lavar o rosto, cabelo e corpo. Não quero comer nada, mas sinto fome. Preferia ir a pé do que de carro. Desejaria estar em outro lugar, menos no caminho. Não quero ver ninguém, nem dar bom dia. Espero que o elevador esteja vazio. Quero dormir novamente, o dia não passa. Não quero ir ao curso, mas amo todas aquelas matérias. Detesto chegar tão tarde, me dá até pânico e medo da rua. Não quero ir para casa. Nem dormir. Tenho medo de não escutar você me chamar.


Não quero mais percorrer entre esses fios rígidos e secos. Onde será o fim? Como será? Eu não me importo mais. Não acredito mais no amanhã. A fé, morreu. A inércia sustenta um falso sorriso, moldado pelas regras da sociedade. E se encontro meu amor, minha admiração, minha felicidade... quero partir. Não tenho assunto. Estou oca.

Não quero te fazer infeliz, mas não sei mais sorrir.