Guardo um segredo seu.
E você não sabe porque
foi outra pessoa que deu
Ele nem se lembra. Esse
segredo, meu, dele e seu
Jamais poderei dizer quem é ele. E quem é você.
quarta-feira, 2 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
1111
Não sou perfeita. Ninguém é. E nem é essa minha busca.
Eu busco o auto-conhecimento. Todos os dias.
É minha característica o silêncio e a solidão.
Eu gosto de ficar sozinha, as vezes.
Gosto de estar comigo mesma.
É uma parte de mim.
Você não é perfeito. Ninguém é. E nem é essa sua busca.
Você gosta de estar sempre com amigos. Eu sei.
É sua característica, amizades e cinema.
Eu o admiro, mas não sou assim.
É uma parte de você.
Inegável.
Amo você, como um irmão. Deve ser assim, não é? O amor de irmão? Vivi isso, um pouco, mas perdi pela inconstância da vida. Foi tempo curto demais. E eu não quero perder isso novamente. Se, ser irmão, é ficar tão abalado por desarmonias, então eu agradeço por isso. E no fundo sei que é puro amor. Eu o amo. Não conseguiria me afastar de você. Nem se quisesse. Olha como são as coisas... abri uma exceção. Foram onze. E quero mais onzes.
Esse texto fala de amizade e faz referência ao blog Num Círculo de Giz.
Esse texto fala de amizade e faz referência ao blog Num Círculo de Giz.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
De frente pro mar
A praia estava deserta, um dia frio e cinza.
Não sei ao certo porque vim até aqui. Mas sempre quero estar nesse lugar. É como se as ondas trouxessem lembranças, sorrisos, cheiros e toques. E eu não consigo disfarçar meus sorrisos quando lembro dos bons momentos. Porque os bons momentos, foram bons mesmo. E como deveriam ser, foram. Sinto tanta angústia na alma por não reviver esses dias. Nunca mais. O vento me transporta para a realidade. Eu gosto de sentir o frio, do calor da vida.
Existem tantas pessoas no mundo que admiro. Quantos foram aqueles que me despedi? Nem sei. Sorrio para todos eles nesse momento atemporal. Queria desenhar nas areias dessa praia, todos os rostos que já conheci. E poderia contar as histórias de cada um deles. Se pudesse, faria isso mesmo. Se não estivesse tão distante da estante, escreveria uma carta para cada um que conheci. Diria absolutamente tudo e mais nada. Sem medo. Aqui na praia, não existe medo. Só a saudade.
E que saudades....
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
I'm Confessin'
por Lizz Wright
I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
I need you every moment
In your eyes I read such strange things
But your lips deny they're true
Will your answer really change things
Making me blue
I'm afraid someday you'll leave me
Saying can we still be friends
If you go, you know you'll grieve me
All in life, on you depends
Am I guessing that you love me
Dreamin' dreams of you in vain
I'm confessing that I love you
Over and over again
I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
Oh, Honest I do
Oh, I really do
I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
I need you every moment
In your eyes I read such strange things
But your lips deny they're true
Will your answer really change things
Making me blue
I'm afraid someday you'll leave me
Saying can we still be friends
If you go, you know you'll grieve me
All in life, on you depends
Am I guessing that you love me
Dreamin' dreams of you in vain
I'm confessing that I love you
Over and over again
I'm confessing that I love you
Tell me do you love me too?
I'm confessing that I need you
Honest I do
Oh, Honest I do
Oh, I really do
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Todas as coincidências da vida
Acorda, sempre querendo mais. Dormir mais, sonhar mais. A paz da inconsciência. Levanta, arrastando seus sonhos ainda pulsantes para cética realidade. Escova os dentes, desejando que o tempo parasse. Mas que merda, pensava. Todos. Os. Dias. Durante o horário comercial, existe em duas realidades. Vive, respira e sente tudo que vive. Sonha, nos breves momentos de silêncio com seu outro seu. Está surfando, comendo, dormindo, morrendo. Qualquer coisa melhor e mais digna do que vive.
Naquele dia, no entanto, notou uma constante. Incomodou-se e partiu para o rompimento. Sentou-se no final daquela subida, saborearia um café. Duas colheres de açúcar e só.
Ao seu lado, um outro ser. Tão inconstante quanto a constância da sua vida. Escolheu parir a rotina, sentando-se logo a esquina, para um expresso. Três colheres de leite e só. Precisava esfriar a cabeça, que pulsava uma ressaca sem nome. Ontem sentia-se incrivel, desejando mais. Flutuar mais, sempre mais. A paz da inconsciência. Degustava o gosto amargo e quente, como se fosse herói. Mas que merda, pensava. Todos. Os. Dias. Durante o horário comercial, existia apenas na caixa postal. Está nevando, chovendo, cantando, morrendo. Qualquer tempestade vazia e nebulosa do que vive.
Naquele dia, no entanto, olharam-se apenas por uma eternidade e partiram deixando seus vazios meio mornos na mesa.
(Na vida) Todos os encontros são desencontros (Da vida).
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Por do sol
- O que é? O que é?! Diga!
- Não é nada. Saco.
- Vamos. Existe alguma coisa.
- Existe... (olhar distante)
- Então, fale.
(Silêncio)
- Eu não me lembro de ter desligado o fogo.
- Desligou, eu vi antes de sair.
- Ah.
- Antes de sair, ao beber água, vi.
- O quê?
- O fogo.
- Eu queria ter visto.
- Você sempre quer.
- (Ri) Melhor do que nada.
- Talvez seja.
- Talvez.
- Você não bebeu água hoje.
- Dois copos.
- Quando?
- Antes de sair.
- Eu também bebi.
- O quê?
- Dois copos.
(O telefone toca)
- É hora.
- Eu sei.
- Então...
- Então...
- Está calor.
- Não é verdade.
- Não, não é mesmo.
- Está quente. Apenas quente.
- Então, o que é?
- Tudo, na verdade. E nada. Eu não quero falar.
- Eu sei.
- Gosto de sentir o gelo derretendo.
- Prefiro morder.
- Você sempre prefere.
- Respirar vapor.
- Nos hospitais?
- Em um banho de inverno.
- Que cheiro bom.
- É, creio que sim.
- Gosto de sentir o gelo derretendo.
- Prefiro morder.
- Você sempre prefere.
- Respirar vapor.
- Nos hospitais?
- Em um banho de inverno.
- Que cheiro bom.
- É, creio que sim.
- Posso encostar, aqui?
- Pode.
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